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Canastra da Emília

momentos literários



Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009

Será mesmo que você é substituível?

(autor desconhecido)



Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando

energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível".

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."

postado por: LUCIANA MACEDO 8:07 PM


Domingo, Outubro 19, 2008

Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN's. Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, empolgação traduzidas através do nick.

O espaço 'nome' foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME que lhe foi dado no batismo. Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar clicando em cima dos mesmos pra descobrir que 'Vendo Abadá do Chiclete e Ivete' é na verdade Tiago Carvalho, ou 'Ainda te amo Pedro Henrique' é o MSN de Marcela Cordeiro.

Mas a melhor parte da brincadeira é que normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para analisar que
você já saberá tudo sobre a pessoa...

'A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!' acabou de entrar. Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick 'O fim de semana promete'. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. O pior é que você conhece o casal e está no meio desse 'tiroteio', já que o ex dela é também conhecido seu, entra com o nick 'Hoje tem mais balada!', tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na ex.

'Polly em NY' acabou de entrar. Essa com certeza quer que todos saibam que ela está em uma viagem bacana. Tanto que em breve colocará uma foto da 5ª Avenida no Orkut com a legenda 'Eu em Nova York'.
Por que ninguém bota no Orkut foto de uma viagem feita a Praia-Grande - SP?

'Quando Deus te desenhou ele tava namorando' acabou de entrar. Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas de sucesso. Normalmente coloca trechos como 'Diga que valeuuu' ou 'O Asa Arreia' na época do carnaval.

Por que a vida faz isso comigo?' acabou de entrar. Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque tomou um pé na bund.a e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex.

'Maria Paula ocupada prá c** ' acabou de entrar. Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma pessoa dessas entrar, puxe papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza.

'Paulão, quero você acima de tudo' acabou de entrar. Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas piriguetes (perigosas).

'Marizinha no banho' acabou de entrar. Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca seu nick para 'Marizinha bebendo água'. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas nunca tem coragem de colocar o nick'Marizinha matriculando o moleque na
natação'.

' < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >' acabou de entrar. Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. Cuidado ao conversar: ela pode dizer 'q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc mtuXXX, ti mandá um bjuXX'.

'Galinha que persegue pato morre afogada' acabou de entrar. Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia.

'VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP' acabou de entrar. Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço publicitário.

'Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro seu banheiro...' acabou de
entrar.Sempre usa um provérbio, trecho de música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo sentido. Está há 6 meses semdar um tapa na macaca e está doida prá arrumar alguém pra fazer o servicinho.

'Danny Bananinha' acabou de entrar. Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar a celebridades
gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a figurante do Linha Direta.

Bom é isso... Se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer coisa do tipo, tem o campo certo em opções 'digitem uma mensagem pessoal para que seus contatos a vejam' ou melhor, fica bem embaixo do campo do nome!!

Vamos facilitar!!!!

Arnaldo Jabor

postado por: LUCIANA MACEDO 11:42 PM


Domingo, Outubro 12, 2008

NOSSA SENHORA DE APARECIDA



Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma.

A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.

Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de Outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço e, animados pelo acontecido, lançaram novamente as redes com tanto êxito que obtiveram copiosa pesca.

Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Felipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório, que logo se mostrou pequeno. Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745. Diante do aumento no número de fiéis, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior - a atual Basílica Velha.

Em 6 de Novembro de 1888, a Princesa Isabel visitou pela segunda vez à basílica e ofertou à santa uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul. No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

A 8 de Setembro de 1904, a imagem foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário. No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de São Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa. Quase vinte anos depois, a 17 de Dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, Nossa Senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial, por determinação do Papa Pio XI.

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

Em 4 de julho de 1980 o Papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus.

No mês de maio de 2004 o Papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil

[editar] Descrição da Imagem
A imagem, tal como se encontra no interior da Catedral.
A imagem, tal como se encontra no interior da Catedral.

A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717, é de terracota e mede quarenta centímetros de altura. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram (Dr. Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, os monges beneditinos do Mosteiro de São Salvador, na Bahia, Dom Clemente da Silva-Nigra e Dom Paulo Lachenmayer), acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que o comprove. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando foi recolhida pelos pescadores, o corpo estava separado da cabeça e, muito provavelmente, sem a policromia original, devido ao período em que esteve submersa nas águas do rio.

A cor de canela com que se apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas pelos seus devotos.

Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, foi encaminhada ao Prof. Pietro Maria Bardi (à época diretor do Museu de Arte de São Paulo - MASP), que a examinou, juntamente com o Dr. João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.

Embora não seja possível determinar o autor ou a data da confecção da imagem, através de estudos comparativos concluiu-se que ela pode ser atribuída a um discípulo do monge beneditino frei Agostinho da Piedade, ou, segundo Silva-Nigra e Lachenmayer, a um do seu irmão de Ordem, frei Agostinho de Jesus. Apontam para esses mestres as seguintes características:

* forma sorridente dos lábios;
* queixo encastoado, tendo, ao centro, uma covinha;
* penteado e flores nos cabelos em relevo;
* broche de três pérolas na testa; e
* porte corporal empinado para trás.


Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista (Ajoresp), com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.

O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia 8 de Setembro de 2004.

postado por: LUCIANA MACEDO 10:56 AM


Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Comece a largar o cigarro no Dia Nacional de Combate ao Tabagismo


Pneumologista monta um plano de cão para você parar de fumar até o final do ano

Em 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo lembra os prejuízos que o cigarro causa. A data é um bom incentivo para redobrar os esforços na luta contra o tabagismo. Ainda mais: pode ser o dia em que você começa a se livrar do vício que causa diversos problemas à saúde.

Para te ajudar a abandonar o cigarro, a pneumologista da Avir Saúde Educação e Tratamento do Tabagismo, Camille Rodrigues, montou um calendário. A seguir, você confere conselhos diários para se ver livre do cigarro até o final deste ano.

De 29 de agosto a 30 de setembro: monte uma lista com as marcas de cigarro que você mais gosta. Reflita sobre os fatores que te motivam a parar de fumar e os motivos que dificultam a conquista deste objetivo. Diminua gradualmente o número de cigarros diários até chegar à metade. Perceba como você fuma por automatismo, sem que sinta realmente a necessidade de fumar. Inicie a despedida do cigarro.

De 01 de outubro a 05 de novembro: peça aos colegas de trabalho, amigos e familiares que o auxiliem na luta contra o fumo. Peça para que eles não te ofereçam cigarros e não deixem maços espalhados pela casa ou local de trabalho. Estipule uma data para não fumar mais nenhum cigarro. Nos dias que antecederem a data marcada, realize uma cerimônia de despedida do cigarro. Afinal, depois de tantos anos tendo o cigarro como companhia, você tem o direito de se despedir dele. Faça uma cerimônia ao seu estilo e concretize a separação. Quando a data marcada chegar, jogue os cigarros fora e não tenha nenhum ao seu alcance. Escorregões podem acontecer com o cigarro a vista.

De 06 de novembro a 10 de dezembro: neste período, é comum aparecer aquela vontade intensa de fumar. Perceba, no entanto, que ela dura cerca de 1 minuto. Aproveite o tempinho para tomar um copo grande de água bem devagar. Logo você vai perceber que a vontade acabou. Gaste energia, caminhe, mantenha-se ocupado. Nas três primeiras semanas sem o cigarro, atente a situações que te lembrem ele, como a hora do cafezinho ou a reunião de amigos que fumam após o almoço. Estabeleça estratégias para estes momentos. Troque, por exemplo, o café por suco depois do almoço. Invista em sua nova rotina sem cigarros, adquirindo novas atividades e hobbies.

De 11 de dezembro a 31 de dezembro: é fase de notar os benefícios que você já tem com o afastamento do cigarro, como a melhora do fôlego e do sabor dos alimentos, o perfume que você passa pela manhã e sente o dia todo e a pele do rosto mais viçosa. Divida com amigos e familiares a sua nova conquista. Faça as contas do quanto economiza por semana sem o gasto com cigarros e dê um presente a si mesmo. Faça planos para um ano novo livre do vício. Na entrada de 2009, brinde a uma vida mais saudável.

Busque auxílio profissional
Auxiliar as pessoas que desejam parar de fumar é um dos objetivos do Programa de Cessação do Tabagismo da Clínica AMO, em Salvador. O lançamento do programa será dia 29, com uma palestra gratuita da pneumologista Thamine Lessa. O evento acontecerá no auditório do edifício Linus Pauling, no Itaigara, às 16h. O endereço é Rua Altino Serbeto de Barros, 19.

De acordo com a especialista, a medicina tem como auxiliar os dependentes de nicotina que, em muitos casos, não conseguem parar de fumar apenas pela decisão pessoal. Cada caso precisa ser analisado individualmente, mas determinados fumantes podem ser auxiliados com terapia medicamentosa também , diz Lessa.

Na palestra, a pneumologista vai demonstrar os extremos malefícios da nicotina e quais os caminhos para a cessação do tabagismo. Segundo ela, a palestra será voltada para leigos, fumantes e familiares de fumantes, já que eles terão participação na jornada contra o cigarro.

Sobre o Programa de Cessação de Tabagismo, Lessa adianta que o objetivo é promover o estímulo e auxílio aos tabagistas a pararem de fumar. Queremos criar condições para que os ex-fumantes mantenham-se nesse novo status, diminuindo as taxas de recaída .

postado por: LUCIANA MACEDO 2:43 PM


Segunda-feira, Agosto 18, 2008

LINDO PROJETO!!!!!

Colaborem, participem, divulguem...

http://www.projetocel.org.br/site_novo/

O Projeto CEL pede socorro. A Ong que presta cuidados a cerca de 300 animais abandonados e mutilados submetidos a maus-tratos vem passando por sérias dificuldades.

Por este motivo estamos fazendo um grande apelo:

O CEL procura por anjos, e o anjo pode ser você:

- Adotando um cão ou gato a distância
- Adotando de fato aquele que será seu melhor amigo
- Doando material de limpeza
- Doando material de construção (canil)
- Sendo voluntário
- Sendo sócio
- Contribuindo com qualquer quantia neste momento tão difícil e emergencial.

Banco Bradesco
Ag.:2800-2
C/C:12000-6



Fiquei apaixonada pelas camisas da lojinha virtual:

http://www.projetocel.org.br/site_novo/lnk05C.asp?id_produto=40

Ajudem!!!!!!!!!














postado por: LUCIANA MACEDO 10:30 AM


Quarta-feira, Junho 18, 2008

" Deixe a raiva secar "



Mariana ficou toda feliz porque ganhou, de presente, um joguinho de
chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para
brincar.
Mariana não podia, porque ia sair com sua mãe naquela manhã.
Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu
conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do
prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga,
resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele
brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu
conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a
bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
- Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo,
ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao
apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu sapatinho novo todo
branquinho e um carro, passando, jogou lama em seu sapato? Ao chegar à sua
casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.

Você lembra do que a vovó falou?
- Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais
fácil limpar.
- Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro.
Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir à sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi
falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da
gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo
e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para
a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho
para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.
E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a
história do sapato novo que havia sujado de barro.

Linda história...
Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo....
Assim, você não correrá o risco de cometer uma injustiça.


Pense nisso . . .

postado por: LUCIANA MACEDO 12:34 PM


Quinta-feira, Maio 08, 2008

Por mais conhecido que seja, sempre é bom relê-lo e pensar um pouco.



Depois de algum tempo você aprende a diferença,

a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.


E você aprende que amar não significa apoiar-se,

e que companhia nem sempre significa segurança.


E começa a aprender que beijos não são contratos

e presentes não são promessas.


E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida

e olhos adiante, com a graça de um adulto

e não com a tristeza de uma criança.


E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,

porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos,

e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.


Depois de um tempo você aprende que o sol queima

se ficar exposto por muito tempo.


E aprende que não importa o quanto você se importe,

algumas pessoas simplesmente não se importam...


E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,

ela vai feri-lo de vez em quando

e você precisa perdoá-la por isso.


Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança

e apenas segundos para destruí-la,

e que você pode fazer coisas em um instante,

das quais se arrependerá pelo resto da vida.


Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer

mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida,

mas quem você tem na vida.


E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos

se compreendemos que os amigos mudam,

percebe que seu melhor amigo

e você podem fazer qualquer coisa,

ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com

palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.


Aprende que as circunstâncias e os ambientes

tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,

mas com o melhor que pode ser.


Descobre que se leva muito tempo

para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou,

mas onde está indo, mas se você não

sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.


Aprende que, ou você controla seus atos

ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco

ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada

e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.


Aprende que heróis são pessoas

que fizeram o que era necessário fazer,

enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.


Descobre que algumas vezes

a pessoa que você espera que o chute,

quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver

com os tipos de experiências que se

teve, e o que você aprendeu com elas,

do que com quantos aniversários você celebrou.


Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer

a uma criança que sonhos são bobagens,

poucas coisas são tão humilhantes,

e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.


Aprende que quando está com raiva

tem o direito de estar com raiva, mas isso

não lhe dá o direito de ser cruel.


Descobre que só porque alguém não o ama do

jeito que você quer que ame,

não significa que esse alguém não sabe amar,

contudo, o ama como pode,

pois existem pessoas que nos amam,

mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,

algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,

você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,

o mundo não pára para que você o conserte.


Aprende que o tempo não é algo que possa

voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma,

ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...


E você aprende que realmente pode suportar...

que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de

pensar que não se pode mais.


E que realmente a vida tem valor

e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos

conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare





postado por: LUCIANA MACEDO 7:35 PM


Quinta-feira, Março 27, 2008

Maria, a louca


Oswaldo Montenegro


Morava na velha casa da Bambuí, no Grajaú.

Os moleques viviam tacando pedra e jogando bola.

"Se a bola cair aqui dentro, eu furo!!"

A pelada continuava, hesitante.

"Maria doida!!", gritava o coro mais valente, depois do jogo.

"Eu mato um! E de faca!!", gritava a velha.

Ninguém entrou na casa. Nunca.

Diziam que ela cultivava um jardim, lá no quintal.

Outros, como eu, diziam que ela matava crianças na horta

(principalmente as que jogavam futebol).

Um dia morreu a nossa Maria.

Lá atrás da casa estava o segredo.

Entramos.

Vinte olhos de moleques arregalados - um campo com trave, área, bola, tudo feito pela doida durante

os vinte anos que duraram sua velhice.

E que, ao findar, fizeram minha infância durar até hoje.

postado por: LUCIANA MACEDO 9:30 AM


Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

"Manifesto Antigerundista"

Lembrem-se da seguinte regra gramatical:



Este artigo foi feito especialmente para que você possa estar recortando ( recortar ) , estar imprimindo ( imprimir ) e estar fazendo ( fazer ) diversas cópias, para estar deixando ( deixar) discretamente sobre a mesa de alguém que não consiga estar falando ( falar ) sem estar espalhando ( espalhar ) essa praga terrível que parece estar se disseminando ( disseminar-se ) na comunicação moderna, o gerundismo .

Você pode também estar passando ( passar ) por fax, estar mandando ( mandar ) pelo correio ou estar enviando ( enviar ) pela Internet. O importante é estar garantindo ( garantir ) que a pessoa em questão vá estar recebendo ( receba ) esta mensagem, de modo que ela possa estar ( esteja ) lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta ( se dar conta) da maneira como tudo o que ela costuma estar falando ( falar ) deve estar soando ( soar ) nos ouvidos de quem precisa estar ouvindo ( ouvir ) . Sinta-se livre para estar fazendo ( fazer ) tantas cópias quantas você vá estar achando ( ache ) necessárias, de modo a estar atingindo ( atingir ) o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.
Mais do que estar repreendendo ( repreender ) ou estar caçoando ( caçoar ) , o objetivo deste movimento é estar fazendo ( fazer) com que esteja caindo ( caia ) a ficha nas pessoas que costumam estar falando ( falar ) desse jeito sem estar percebendo ( perceber ) . Nós temos que estar nos unindo ( nos unir) para estar mostrando ( mostrar ) a nossos interlocutores que, sim!, pode estar existindo ( existir ) uma maneira de estar aprendendo ( aprender ) a estar parando ( parar ) de estar falando ( falar) desse jeito.
Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo ( seremos ) obrigados a estar emigrando ( emigrar ) para algum lugar onde não vão estar nos obrigando ( nos obriguem) a estar ouvindo ( ouvir ) frases assim o dia inteirinho.
Sinceramente: nossa paciência tem estado ( está ) a ponto de estar estourando ( estourar ).
Um "Eu vou estar transferindo a sua ligação" (eu vou transferir sua ligação) que eu vá estar ouvindo ( ouça ) pode chegar a estar provocando ( provocar ) alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando ( me responsabilizarei ) pelos meus atos. As pessoas precisam estar entendendo ( entender ) a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando ( entrar ) na linguagem do dia-a-dia."

postado por: LUCIANA MACEDO 3:41 PM


Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

O MEDO DE SER

Vejo quilômetros de filmes e teipes, anos a fio, leio quilos de papel, despenco abismos de olhares, enfrento filas intermináveis de letras: autores, atores, diretores, sonoplastas, criadores, publicitários, o filmete, o produto, a peça, o disco, a monografia, o retrato. Vejo a moça que quer dizer o que pensa e não diz. O homem que quer entregar o sentimento mas segura. O pai querendo dizer que ama o filho e não consegue. O filho com vontade de viver a própria experiência e teme.
Em tudo por onde passa o olho do cronista está presente o medo de ser. Estranha mistura esta, a humana, que nos faz querendo sempre ser e vacilando a cada momento de realizar.
É a moça que quer apenas ser amada mas se defende realizando o discurso sociológico. É o rapaz que pretende ser político mas tem medo de perder a vida. é o menino que deseja falar com o outro, mas teme ser mal julgado. É a mãe que deseja reter o filho mas disfarça.
O medo de ser paralisa o gesto de afeto pelo temor do ridículo, o riso, escárnio, gozação, indiferença e até do elogio. O medo de ser impede a fraqueza diante de quem se depende, impossibilita a entrega completa porque pode ser mal interpretada. O medo de ser prolonga muita coisa que já acabou.
Cria defesas mirabolantes: ficar rico; ser original; metido e diferente; fazer-se inteligente; transformar-se em culto, no melhor da turma, ser o rei da festa, o engraçado, fazer peso ou se transformar no bambambã da esquina, bater o recorde, ser da seleção, “meu filho seja sempre o melhor”; parecer bom; dar uma de herói; cobrar atitudes sempre dos outros; criticar sem reparar as dificuldades de cada um.
O medo de ser cala raivas, sepulta ódios, finge que não liga; provoca concordância com os grupos mais agressivos ou convincentes, adere a modas, segura as pontas; agüenta a barra; sacode a poeira, adula; passa a mão na cabeça; aparenta eficiência; faz ser eficiente; ensina a mandar; aprende a obedecer; faz repetir os gestos silencia a franqueza; teme a critica; impede a ocupação do próprio espaço.
O medo de ser paralisa o gesto de amor; adia o telegrama de parabéns; não envia a carta de amor; finge que não odeia; esconde-se na simpatia; simpatiza com os esconderijos; faz concordância irrefletidas; aceita influencias; finge-se de forte; depende do que aparenta. Ele estraga a alegria que não era sincera; atrapalha a viagem que era só fuga, procura aquela tristeza e faz ficar mais triste, vai aquele lugar mas dá formigamento nas extremidades, aceita elogio sem com ele concordar; sofre em demasia por injustiça, mesmo a sabendo injusta. Rejeita o louvor, mesmo o sabendo sincero.
O medo de ser não comunga na hora em que dá vontade e sim por causa dos outros; não ensina a lição do próprio amor porque vive na dependência do amor alheio, não se olha no espelho com pavor de encontrar o rosto de quem inveja.
O medo de ser é a fuga do mais genuíno e próprio de cada pessoa por causa dos padrões e modelos e comportamentos inculcados, introjetados, inocultos, disfarçados em amor.
Forma a legião das representações que envolvem a maioria de nossos atos.
O medo de ser gera outros eus. Gera o tu, o ele, o nós, o vós, o eles no eu; e não o eu no tu, no ele, no nós, no vós, neles, como expressão mais autentica e verdadeira do que somos e não do que fingimos ser.
Medo de ser, merda de ser.


Artur da Távola
“Alguém que já não foi – Crônicas”

postado por: LUCIANA MACEDO 8:16 PM


Quarta-feira, Janeiro 02, 2008

Ano Novo



Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

O rei chegou
E já mandou tocar os sinos
Na cidade inteira
É pra cantar os hinos
Hastear bandeiras
E eu que sou menino
Muito obediente
Estava indiferente
Logo me comovo
Pra ficar contente
Porque é Ano Novo

Há muito tempo
Que essa minha gente
Vai vivendo a muque
É o mesmo batente
É o mesmo batuque
Já ficou descrente
É sempre o mesmo truque
E que já viu de pé
O mesmo velho ovo
Hoje fica contente
Porque é Ano Novo

A minha nega me pediu um vestido
Novo e colorido
Pra comemorar
Eu disse:
Finja que não está descalça
Dance alguma valsa
Quero ser seu par
E ao meu amigo que não vê mais graça
Todo ano que passa
Só lhe faz chorar
Eu disse:
Homem, tenha seu orgulho
Não faça barulho
O rei não vai gostar

E quem for cego veja de repente
Todo o azul da vida
Quem estiver doente
Saia na corrida
Quem tiver presente
Traga o mais vistoso
Quem tiver juízo
Fique bem ditoso
Quem tiver sorriso
Fique lá na frente
Pois vendo valente
E tão leal seu povo
O rei fica contente
Porque é Ano Novo


Um lindo 2008 a todos!!!!!!!

postado por: LUCIANA MACEDO 11:03 AM


Domingo, Novembro 11, 2007

QUEM AMA OS ANIMAIS ENTENDE MELHOR ESTA SITUAÇÃO...

CÃO AO LADO DE SEU DONO, MORTO.

Não sei se o registro é antigo ou recente. Se o defunto era um cidadão do bem ou um homem do mal. Sei apenas que tinha um amigo de verdade, e não importa o que o morto tenha feito em vida, esse amigo sentirá a sua falta.



postado por: LUCIANA MACEDO 8:00 PM


Sábado, Outubro 13, 2007

Shrek existiu. E falava 14 idiomas.

O personagem de desenho animado que é sucesso em todo mundo foi criado a partir de uma máscara mortuária do francês Maurice Tillet.

Poeta e ator, Tillet nasceu em 1903. Muito inteligente, falava 14 idiomas Na adolescência, contraiu uma doença rara, chamada acromegalia , que causa a desfiguração de partes do corpo.

A transformação para um quase “monstro” não o abateu. Ele emigrou para os Estados Unidos e converteu-se num profissional da Luta livre, com o nome de “Assustador ogre do ringue”.

Lutou até quando pôde. Morreu em 1954, aos 51 anos, de um ataque cardíaco. Pouco antes, seu parceiro de partidas de xadrez, Bobby Managain, pediu para fazer um lifecast ( máscara mortuária) dele. Tillet concordou e Bobby fez cópias em gesso da cabeça do amigo.

Uma delas foi para o Museu iternacional da Luta Livre, em Iowa. A outra foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do halterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek.

http://www.gangue.org/maurice-tillet-o-homem-que-inspirou-shrek/

http://en.wikipedia.org/wiki/Maurice_Tillet

http://port.pravda.ru/sociedade/curiosas/11-10-2007/19679-shrek-0





postado por: LUCIANA MACEDO 6:29 PM


Terça-feira, Setembro 25, 2007




O vendedor de palavras - Fábio Reynol

Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta Terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical".

Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia:


- "Histriônico - apenas R$ 0,50!".

Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta
curiosos parasse e perguntasse.

- O que o senhor está vendendo?

- Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta
centavos como diz a placa.

- O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de
todos.

- O senhor sabe o significado de histriônico?

- Não.

- Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.

- Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.

- O senhor tem dicionário em casa?

- Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.

- O senhor estava indo à biblioteca?

- Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.

- Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a
alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinqüenta
centavos de real!

- Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?

- Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.

- O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?

- O senhor conhece Nélida Piñon?

- Não.

- É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com
a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.

- E por que o senhor não vende livros?

- Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado,
portanto eu as vendo no varejo.

- E o que as pessoas vão fazer com as palavras? Palavras são palavras, não enchem barriga.

- A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros. Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado.

Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira.

Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade.

Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa. Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.

- O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...

- Jactância.

- Pegar um livro velho...

- Alfarrábio.

- O senhor me interrompe!

- Profaço.

- Está me enrolando, não é?

- Tergiversando.

- Quanta lenga-lenga...

- Ambages.

- Ambages?

- Pode ser também evasivas.

- Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!

- Pusilânime.

- O senhor é engraçadinho, não?

- Finalmente chegamos: histriônico!

- Adeus.

- Ei! Vai embora sem pagar?

- Tome seus cinqüenta centavos.

- São três reais e cinqüenta.

- Como é?

- Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar
para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se
mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.

- Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?

- É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?

- Tem troco para cinco?

postado por: LUCIANA MACEDO 7:09 PM


Sábado, Setembro 22, 2007

Ode ao gato

(Artur da Távola)

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.
Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo? Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso."Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo mor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser. O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.
Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.
Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.
O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.
Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato!
Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo.

Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências. O gato é uma chance de interiorização e sabedoria posta pelo mistério à disposição do homem."

postado por: LUCIANA MACEDO 2:21 PM




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